desfocada
Apareço feliz e radiante em retratos e lugares badalados Me faço presente com o resto da minha alma inflamável Me quebro, mas estou inteira pros que de mim precisam Reclamo, bato, rebato, xingo, grito, calo Reprimo, tento, desisto, insisto e canso! Por que há de ser assim? Eu agora só me queixo de mim Eu sou pouca, me sinto fraca, débil, impotente... Estou quase transparente, sem o que me compor... Tênue! Na imagem saio desfocada, destoada, desaturada... Sem brilho nem contraste. Sou uma estranha pra mim! Mas o meu furor indignado Ha de ser pertinaz e eficaz! Quero usar a minha birra para ir contra esse destino incapaz Que se mostra diante dos meus olhos quando os fecho Estou fraca... quase impotente Mas eu me reergo E lutarei nobremente Contra esse futuro aflito e incerto Para que eu abra os olhos e tenha, de novo, a sensação de brilhar!