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Mostrando postagens de março 29, 2009
É estranho o desejo da gente Tão maluco, que nem mesmo eu entendo Mas nem quero entender Me deixe em paz, cá com os meus tormentos Me tranco dentro de mim, como numa redoma, minha fuga é ali. Odeio ter que tentender tudo que se passa no mundo Se não entendo nem o que se passa em mim Implorei pela tempestade ontem Hoje, preciso de calmaria. Tão, mas tão adversa, complexa, controversa subversiva, nociva, eu sou algumas vezes Que outras nem me reconheço, tamanho minha paciência, calma, compreenção, pacividade e ternura. O quero, o desejo, o preciso, o necessito sempre reina em mim. Sede sem água pra acalmar Fogo sem água pra abrandar Mar com água transbordante e inquieta. Tento sessar, mas não para, não finda Só cresce, renasce, vive e me arde.

ah, bruta flor do querer...

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"E onde queres ternura, eu sou tesão Onde queres o livre, decassílabo E onde buscas o anjo, sou mulher Onde queres prazer, sou o que dói E onde queres tortura, mansidão Onde queres um lar, revolução E onde queres bandido, sou herói" Nesses versos de Caetano, percebo que a gente nem sempre quer o que deve querer na hora que de ve ser. Mas o querer nao nega. Não tarda. Não pára. Quando ele quer, ele vem bruto, ele vem nu, cru, seco, molhado, torra, arde, esfria, arrepia. Acho que quem muito quer, ou coloca na cabeça que quer, acaba que quando tem, não sabe tirar o verdadeiro proveito. Talvez, quem não queira nada, se surpreenda com a sede que o querer dá. Eu sei que quero E como quero Eu quero a todo instante. Quero agora mais do que ontem Beijo, abraço, braço, pescoço, língua, pele, sussurro, arrepio, respiração, falta de... Quero não por querer Quero com razao, de ser. Quero ato. Quero de fato. Quero. Preciso. Mas nao sei explicar. Me falta o ar. Ah, pra quê usar ...

do lado de lá.

Quero sair um pouco de mim Ver como sou por fora Ver o que as pessoas vêm em mim Ver porquê sou chata, porquê sou agradável Quero ver o que me conquista, como se faz. Quero me ver de frente, pra me conhecer mais. Dizem que olhando uma situação de outro ângulo, sem participar Você enxerga com mais clareza. É o que eu quero. Quero palpitar na minha vida Quero discutir, cara a cara Quero rir comigo, rir de mim Quero poder enxergar o porque de tantas falhas Pra poder me dar uma dica Quero também me orgulhar de mim Quando eu fizer o bem pra alguém Mas, antes disso... de me ver, de me olhar de frente "Preciso me encontrar..."

eu não ?

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Há quem diga que não ama Ja disse e às vezes ainda acho. Porém, não digo que não amo. Mas sei que sou sim, por fora, uma pedra Onde adentrando, há uma fonte. E quando se chega nela É da mais pura e limpida água que se acha Navegar é tarefa pra poucos. Naufragar, para muitos. Quem cuida da fonte, rega as plantas do lugar Vê florescer o jardim mais colorido do meu eu Uma, quem nem a própria lembrava ter. Poucas vezes (me) permito que me invadam Sou e sempre fui de dificil rompimento Minh'alma de granito, pode ter perdido muito por isso Mas meu coração, de açucar soube selecionar e deixar me invadir, seduzir, desfrutar, apenas o que foi preciso e exato. Não digo que não amo, repito Amo Falo que amo Grito que amo E amo demais. Porém, poucos.