É estranho o desejo da gente
Tão maluco, que nem mesmo eu entendo
Mas nem quero entender
Me deixe em paz, cá com os meus tormentos
Me tranco dentro de mim, como numa redoma, minha fuga é ali.

Odeio ter que tentender tudo que se passa no mundo
Se não entendo nem o que se passa em mim

Implorei pela tempestade ontem
Hoje, preciso de calmaria.

Tão, mas tão adversa, complexa, controversa
subversiva, nociva, eu sou algumas vezes
Que outras nem me reconheço, tamanho minha
paciência, calma, compreenção, pacividade e ternura.

O quero, o desejo, o preciso, o necessito
sempre reina em mim.
Sede sem água pra acalmar
Fogo sem água pra abrandar
Mar com água transbordante e inquieta.

Tento sessar, mas não para, não finda
Só cresce, renasce, vive e me arde.

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Bárbara Gontijo disse…
"Eu gosto dos que tem fome, dos que morrem de vontade, dos que secam de desejo, dos que ardem!"

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