Eu olho pra mim e não me vejo
Talvez eu me encontre em alguns atos errantes praticado por outros
Eu me olho e não entendo porquê desse sorriso estampado em meus lábios
Como se tudo o que eu visse fosse belo o suficiente para me encantar.
Eu olho pro lado e vejo corpos. Corpos em movimento, corpos na inércia
Corpos em putrefação
E me pergunto: será que não posso estar eu, apodrecendo também?
É como um vírus, um verme que come rápido, sem perdão
A alma humana está contaminada com sentimentos nocivos que degeneram o mundo.
Mundo ao qual eu pertenço. Então, também estou contaminada.
Mas qual o antidoto para curar a mim e ao mundo?
Na verdade, nós não estamos doentes. Estamos apenas frágeis.
Apenas cansados, exaustos... Esperando por um tempo bom que prometeram que viria.
Mas aonde, que eu não encontro?
Acolho-me e encolho-me no meu peito
de medo.
Chorando um pranto seco.
Gritando no vazio.
Pedindo a não sei quem, nem o quê.
Mas, de repente, caio em mim
e vejo
Que tudo não passou de um sonho ruim
Aonde a mocinha não existia e o vilão não mostrava o rosto.


Comentários

Anônimo disse…
O melhor de tudo é ver o quanto você é uma caixinha de surpresas... E ver tb que o que eu espero de vc é muito verdadeiro!
Anônimo disse…
lindo post ! mt sincero e sensivel

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