A aurora de outrora agora

Tarda a noite
Tua voz, ouca, fala sem dizer.
Escura, as palavras são cruéis.

É cedo! Ainda quero ir, continuar.
Não há abismo.
Não me permita voltar.
Parar... Não!

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Quero ir longe aonde só teu sorriso me leva
Quero navegar mares que só o teu corpo permite.
Me perder no teu norde, sul, leste e oeste

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Caminhar no vão vazio da estrada longa
Já parece mais perturbador do que outrora

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Não ter o tênue toque da sua mão se entrelaçando na minha
No crepúsculo quase sombrio que, na minha cabeça confusa
Já não sabe ser noite ou dia...
Me enche de agonia e paz por ainda estar ali, estando.
Comigo.

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Um silêncio louco nos toma
E parecemos dizer todas as palavras do mundo
N'um centésimo de segundo.
Sua pupila dilata perante à luz do meu sorriso.

A aurora se faz
E nós, renascemos.

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