Algo sobre mim

Engana-se quem supõe me conhecer. Eu também não me conheço.
Às vezes paro em frente ao espelho a me observar, tentar enxergar minha alma e ela se esconde se desloca a cada piscar de olhos que dou. Tão transparente que parece que nem existe. Tão densa que não consigo vê-la. Ela se alastra, se espalha mais do que eu possa querer.
Me observo diariamente e penso estar sempre aquém do que devia. Será que me subestimo? Mas gosto de mim, me tenho apreço... No fundo, mas, bem no fundo sei de todos meus predicados e potenciais, mas escondo-os de mim mesma.
É estranho quando paramos para reparar em nós mesmos, né?
 Fácil é reparar o outro, apontar defeitos do outro, rir do outro, julgar o outro. Ora bolas, minha cara! Isso é humano e você também é.
Olha eu, me julgando, mais uma vez!
Mas acho que eu posso julgar a mim, não? Posso me condenar, também? Ou é cruel demais perante os preceitos humanos?

Ai, sei lá.
Pego fotografias antigas e fico pensando: "o que eu pensava essa época?"
(isso, como se eu tivesse 80 anos...) e, juro, que às vezes eu não lembro.
Queria saber como eu via as coisas, o mundo, os homens, as mulheres. A minha mãe, o meu pai, a minha família. O que eu achara do futuro que estaria por vir, o que eu pensava sobre meus sonhos e profissão. O que eu nunca quis ser o que eu sempre quis ter.
E relacionamento, então? (risos). Chega a ser cômico, como alguns anos atras eu jurava não precisar de ninguém. Mas, tá aí... Acho que não P-R-E-C-I-S-O ao pé da letra. Mas que minha vida tomou um rumo diferente e totalmente colorido, ao encontrar alguém, tomou.
Estranho é esse moço chamado tempo. Eu fico pensando: o que mais o tempo me aguarda? O que mais ele tem pra me oferecer? Tantos anos ainda pela frente, né? (ou não) e eu pensando nisso.
Tsc, bobeira!
Mas é, eu sou tão paradoxa que nem eu entendo o que tem em mim. Eu sei que sou feita de uma matéria boa. Eu desejo o bem, quero o bem. Sou legal.
No fundo, tem em mim, uma justiceira guerreira adormecida. Mas, juro... Saiam da frente quando ela resolver aparecer (risos)... Mentirinha!
Gosto da paz, gosto do amor, dos bichos (mais do que de gente). Sou simples. Gosto de um boteco pé-sujo, desde que, em boa companhia. Gosto de jantares suntuosos, gosto de flores e recadinhos bobos. Gosto de um simples olhar, que me dê a segurança de 'ali estar'.
Eu falei, falei, falei e você? Entendeu? Nem eu.
Um dia, daqui ha muiiiito tempo, quando o 'tempo' passar. Ou quando o 'tempo' chegar
Eu escrevo aqui, alguma conclusão a que (talvez) tenha chegado. Ou quem sabe, não. Quem sabe nem me preocupe mais com isso, quem sabe nem goste mais de escrever. Quem sabe não tenha mais um computador. Quem sabe esteja em alguma ilha deserta, vivendo com meus bichos e meu amor...
Talvez, não. Talvez não tenha um bicho, nem um amor, nem uma família e talvez esteja realizada assim.
Tantos talvez que não consigo chegar à conclusão alguma.
Ai, confusa essa menina. Estranha essa mulher. Mas gosto. Gosto de confundir! Assim, não deixo nada tão claro... Ainda tenho mistérios.
Ué, se a vida tem tantos mistérios e não nos é nem um pouco obvia. Porque eu haveria de ser?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

recomeçar, refazer, refalar... ?

Eu em Transe