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Eu sou assim

Como pode viver uma pessoa Que não faz planos Ou, que, pelo menos, não pensa no amanhã? Como pode viver de extrema alegria Enganando-se que aquilo é eterno Como pode viver de sentimentos antigos Sentimentos sentidos Mas, nenhum a longo prazo. Como pode amar e querer tanto E do futuro, só sabe que tem medo Talvez de não ser tanto assim Essa pessoa vive só e será só Ainda que tenha a euforia todos os dias da sua vida É no silêncio e no tédio de dentro dela que viverá Futuro? Nem sei se existe. Como dizem: "a Deus pertence" Porquê eu, simples ser errante e humano Hei de me preocupar com esse? Eu perguntei como pode... Mas eu sei que pode Eu sou assim. "Meu mundo é hoje, não existe amanhã pra mim... Eu sou assim, assim morrerei um dia não levarei arrependimentos nem o peso da hipocrisia..." (Paulinho da Viola)

meu som, meu silêncio

Eu, aqui, quieta em mim Mas algo me atordoa Algo que inquieta e eu não sei o que é A noite, trancada no quarto, no meu escuro No meu silêncio, pensamentos reinam E me afoitam... Na manhã barulhenta Carros e tratores Crianças e Idosos De repente, silencia... E o que é ? Todo dia, durante todo o tempo O que pulsa em mim, pulsa forte Me arrebata e me leva Mas me leva pra bem longe? Aí perto... aonde eu quero chegar. Aí, aonde eu quero acabar com essa dúvida. Aliás, dúvida alguma!!! Eu quero consumar essa certeza. No silêncio da noite, no barulho da manhã No tempo que for preciso. Se infinito for, eu agradeço. O coração bate, o corpo pede A alma implora e eu? Só quero obedece-los Eles sabem do meu bem E o que me faz bem. De dia, de tarde, a noite... Toda, de preferência...

...

Essa música me acompanha ha tempo e sempre³ serve, ainda que alguns versos, pra alguns momentos meus que eu não gostaria de passar, mas talvez seja necessário ! Que passe, rápido. "Quase nem me reconheço aqui..." Bom, boa noite, boa madrugada... ainda q nem tão alegre: Djavan e Gal Costa Nuvem Negra (Djavan) Não adianta me ver sorrir Espelho meu Meu riso é seu Eu estou ilha da Hoje não ligo a TV Nem mesmo pra ver o Jô Não vou sair Se ligarem não estou À manhã que vem Nem bom-dia eu vou dar Se chegar alguém A me pedir um favor Eu não sei Tá difícil ser eu Sem reclamar de tudo Passa nuvem negra Larga o dia E vê se leva o mal Que me arrasou Pra que não faça sofrer mais ninguém Esse amor que é raro E é preciso Pra nos levantar Me derrubou nao sabe parar de crescer e doer.

Danielando, Buarqueando...

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Bom, madrugada de segunda agradável e silenciosa apreciando um café e fumando um cigarro ao som do divino DVD Clássica , de Daniela Mercury lendo o indispensável livro Budapeste , do "mestre". vou postar uma dele que eu adoro e acabei de ouvir numa versão também, mto boa de Daniela com Marcelo Quintanilha... Sem Fantasia (1967) Chico Buarque de Hollanda Vem, meu menino vadio Vem, sem mentir pra você Vem, mas vem sem fantasia Que da noite pro dia Você não vai crescer Vem, por favor não evites Meu amor, meus convites Minha dor, meus apelos Vou te envolver nos cabelos Vem perde-te em meus braços Pelo amor de Deus Vem que eu te quero fraco Vem que eu te quero tolo Vem que eu te quero todo meu Ah, eu quero te dizer Que o instante de te ver Custou tanto penar Não vou me arrepender Só vim te convencer Que eu vim pra não morrer De tanto te esperar Eu quero te contar Das chuvas que apanhei Das noites que varei No escuro a te buscar Eu quero te mostrar As marcas que ganhei Nas lutas c...

muda.

aaaaaaaah, que vontade de gritar to abafada e preciso ESCANCARAR ! clausura de sentimento não faz bem a ninguém. eu penso, penso, penso e calo. Dor, nostalgia, angústia, remorso pra quê alimentar isso no peito? Tem mais é que cuspir, escarrar. Respirar ar puro, com esperança felicidade, paz e sabedoria. Eu tô trancada, trancada em mim Não tenho saída ou escapatória visível Não tem luz no quarto e a menina, de dentro de mim Chora. Mas eu sei, que se eu me mover nesse quarto escuro alguma hora eu vou achar o interruptor ou a saída e isso depende de mim. Pois niguem vai abrir essa porta Se eu não gritar. Nem eu. Mas às vezes, penso ser muda. Parece que grito, falo, berro e minha vóz não sai Por mais que eu tente, nem eu mesma ouço Eu preciso me deixar sair Quero me deixar voar Quero me deixar sentir Me permitir Me achar Me perder Porém, no fundo, só queria me entender. Ouvir a minha vóz Seguir na direção dela.
É estranho o desejo da gente Tão maluco, que nem mesmo eu entendo Mas nem quero entender Me deixe em paz, cá com os meus tormentos Me tranco dentro de mim, como numa redoma, minha fuga é ali. Odeio ter que tentender tudo que se passa no mundo Se não entendo nem o que se passa em mim Implorei pela tempestade ontem Hoje, preciso de calmaria. Tão, mas tão adversa, complexa, controversa subversiva, nociva, eu sou algumas vezes Que outras nem me reconheço, tamanho minha paciência, calma, compreenção, pacividade e ternura. O quero, o desejo, o preciso, o necessito sempre reina em mim. Sede sem água pra acalmar Fogo sem água pra abrandar Mar com água transbordante e inquieta. Tento sessar, mas não para, não finda Só cresce, renasce, vive e me arde.

ah, bruta flor do querer...

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"E onde queres ternura, eu sou tesão Onde queres o livre, decassílabo E onde buscas o anjo, sou mulher Onde queres prazer, sou o que dói E onde queres tortura, mansidão Onde queres um lar, revolução E onde queres bandido, sou herói" Nesses versos de Caetano, percebo que a gente nem sempre quer o que deve querer na hora que de ve ser. Mas o querer nao nega. Não tarda. Não pára. Quando ele quer, ele vem bruto, ele vem nu, cru, seco, molhado, torra, arde, esfria, arrepia. Acho que quem muito quer, ou coloca na cabeça que quer, acaba que quando tem, não sabe tirar o verdadeiro proveito. Talvez, quem não queira nada, se surpreenda com a sede que o querer dá. Eu sei que quero E como quero Eu quero a todo instante. Quero agora mais do que ontem Beijo, abraço, braço, pescoço, língua, pele, sussurro, arrepio, respiração, falta de... Quero não por querer Quero com razao, de ser. Quero ato. Quero de fato. Quero. Preciso. Mas nao sei explicar. Me falta o ar. Ah, pra quê usar ...