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Teu nome pessoal

Te/ Ti/ Contigo Se/ Si/ Consigo tu comigo

pêlo pleno

"xxsshh! hum, que arrepio na nuca!" não é espírito, não nem assombração é a sua mão passando contornando meus fios encaracolados. e olho pra você e te encaro e te quero e você sorri, desse jeito, safado e o arrepio aumenta já não toma só conta da nuca já deixa meus peitinhos 'acesos' já ouriça-me os do braço sua unha, vermelha, me arranha de leve é quase pluma. não dói, mas sinto forte. me arrancas sorrisos [tão safados quanto] sua famigerada língua começa a deslisar no meu ouvido é quente e ensurdecedor o arrepio é geral à medida que umedece meu pescoço umedece todo o resto. e cafunga, e geme leve, e suspira e me suga e me judia e "ah, que pecado" "ah, que maldade" e você ri,  e me olha profundo, e me chupa a alma e lambuza meus sonhos e invade o céu da minha boca, aberta, que ressecava aos poucos e matava a minha sede. me dava o de beber e comer e vice-versa. "liga o som" já era tarde. os vizinhos. silênci...

Amor.

E qual o sentido em não amar demais? Por que o ser humano se protege tanto disso? Sim, a resposta da maioria é óbvia: A queda dói. E dói! Sou testemunha. Ja caí, mas levantei E vivi! Alguns inventam outras formas Formas alternativas, que pode até dar certo. Amor livre, sacanagem, etc, etc, etc. Outros se privam disso, preferem não arriscar. Eu não. Prefiro morrer de amor! Sou dessas, românticas Com alma de artista, que em tudo vê música e poesia Queria que todos fossem assim. No mundo haveria mais amor, ao invés de inveja Tenho pena dos corações sozinhos Que, como eu um dia, vagam pelas noites à procura de uma felicidade sem nome. Talvez um refúgio para a alma, Se perder (ou se achar) em cada ser, também abandonado To mundo quer uma casa, um abrigo Um cheiro de "meu". Um porto, seguro ou não É da gente querer a outra metade: da laranja, do limão, da jaca ou do maracujá. Sei lá. Todo mundo quer, no fundo, aquele amor amigo Que te faz re...

em branco

Sabe quando há muito pra se dizer e não se têm palavras suficientes? Sabe quando a alma está cheia de vã? Alguns sombrios, outros vazios.. Nós, que escrevemos, nos vemos às vezes diante de um bando de pensamentos e palavras e sentimentos e "e's" e "e.t.c's" e "mas" e "se's" É como se as palavras saíssem sem som da nossa fala e sem cor da nossa escrita Ou seja: o que eu sinto é um papel em branco? Sim. Talvez Dizem, por aí, que o branco é a soma de todas as cores Minha folha em branco é a soma de tudo o que sinto. Sendo menos lúdica e encarando a realidade como de fato deve ser considero que as profundezas de toda e qualquer alma JAMAIS serão entendidas. Alguns poetas conseguem, por vezes, falar por mim... Mas o fato é que escrever, além de ser um dom, é um estado de espírito Essa, por exemplo, é uma escrita vazia, aonde só eu vejo, Repare: e, por fim, jogo minhas palavras ao leo sem que ninguem e...

Em-canto

E, parada, te vejo flutuar, como se só houvesse ceu Infinita, tua forma transcende. Silhueta de luz, clara e cândida! Vagas, tão pura, bailando no véu dos teus sonhos Há vezes, vestida de dia; outras, com jeito de noite. Breve e pungente, dilacera minha alma Faz sorrir-me por dentro Confundindo todos os meus órgãos e invertendo minhas funções Nunca revelei-te tais efeitos que me causas Não quero que, por um instante de minuto, Percas tua doce singeleza Em troca de uma tirana vaidade És perfeitas assim: feita de sonhos, de estrelas, de raios, de astros De pétalas, de luz, de bons e ruins. Tudo em ti reina. Tua leveza Tua clareza Minha certeza.

Se Si

Imagem
Sinta-se no meu olho. Senta-se  no meu colo.  Sintaxe do meu joio. Klimt, Gustav. Cinta a si no meu corpo. Cinja-me no teu dorso. Sente se no teu busto. Silo a ti pro teu grego.  Soma-se ao teu gosto.  Cílio, ti do teu rosto.  Cilha-te  no meu gozo. 

A aurora de outrora agora

Tarda a noite Tua voz, ouca, fala sem dizer. Escura, as palavras são cruéis. É cedo! Ainda quero ir, continuar. Não há abismo. Não me permita voltar. Parar... Não! --- Quero ir longe aonde só teu sorriso me leva Quero navegar mares que só o teu corpo permite. Me perder no teu norde, sul, leste e oeste --- Caminhar no vão vazio da estrada longa Já parece mais perturbador do que outrora --- Não ter o tênue toque da sua mão se entrelaçando na minha No crepúsculo quase sombrio que, na minha cabeça confusa Já não sabe ser noite ou dia... Me enche de agonia e paz por ainda estar ali, estando. Comigo. --- Um silêncio louco nos toma E parecemos dizer todas as palavras do mundo N'um centésimo de segundo. Sua pupila dilata perante à luz do meu sorriso. A aurora se faz E nós, renascemos.